Ser mãe já é uma tarefa difícil — e quando o pai da criança não cumpre seu papel, tudo fica ainda mais pesado. Se você mora em Guarapuava e está criando seus filhos praticamente sozinha, saiba que a lei está ao seu lado. A pensão alimentícia é um direito da criança, e você pode — e deve — buscar esse apoio.

Neste artigo, vamos explicar, de forma clara e direta, tudo o que você precisa saber sobre o direito à pensão alimentícia para filhos em Guarapuava, como funciona na prática e o que fazer se o pai não paga.

O que é pensão alimentícia?

A pensão alimentícia é uma quantia em dinheiro paga por um dos pais — geralmente o que não mora com a criança — para garantir que ela tenha acesso ao que precisa no dia a dia: alimentação, moradia, educação, saúde, vestuário, transporte e lazer.

Apesar do nome, não se trata só de comida. É um valor para ajudar no custo de vida da criança, e esse valor deve ser compatível com a necessidade dela e a capacidade de quem paga.

A pensão alimentícia não é um favor, é um direito garantido por lei.

Como funciona o pedido de pensão alimentícia em Guarapuava?

Você pode solicitar a pensão alimentícia mesmo que nunca tenha sido casada ou vivido com o pai da criança. O mais importante é comprovar a paternidade — e, se ela ainda não for reconhecida, é possível entrar com uma ação de investigação de paternidade junto com o pedido de alimentos.

Caminhos possíveis:

Em ambos os casos, você precisa da ajuda de um advogado de família. Em Guarapuava, muitos profissionais atuam com sensibilidade nesse tipo de processo, especialmente voltado para mães que criam os filhos sozinhas.

Qual o valor da pensão?

Não existe um valor fixo na lei, mas a Justiça costuma aplicar um percentual do salário do pai, especialmente quando ele tem emprego formal. O mais comum é:

Se o pai trabalha como autônomo, motorista de aplicativo ou informal, é possível calcular com base em movimentações bancárias, padrão de vida ou outras provas.

Exemplo prático:

Uma mãe do Bairro Boqueirão, em Guarapuava, cria dois filhos pequenos. O pai trabalha como motorista na cidade, mas não tem carteira assinada. Mesmo assim, ela pode comprovar que ele tem renda mensal e pedir a pensão com base no padrão de vida que ele leva. O juiz pode fixar um valor que garanta o mínimo necessário para os filhos.

E se o pai não pagar?

Quando o pai atrasa ou para de pagar a pensão, a Justiça pode tomar medidas duras:

A prisão, nesses casos, é uma medida de pressão para que o pagamento seja feito. É possível entrar com uma execução de alimentos assim que o débito completa um mês.

Se ele disser que não tem condições, precisará comprovar isso. O juiz analisará o caso com muito critério. A prioridade é sempre a proteção da criança.

E se eu quiser aumentar o valor da pensão?

Sim, é possível. Quando a criança cresce e os gastos aumentam — escola, saúde, roupas — você pode pedir a revisão da pensão alimentícia.

Também é possível revisar se o pai passou a ganhar mais, trocou de emprego ou melhorou de vida. O inverso também vale: ele pode pedir redução se ficar desempregado, por exemplo.

Mas o aumento nunca é automático. É preciso entrar com uma ação específica, com apoio de um advogado de confiança em Guarapuava.

Tenho medo de me desgastar ou prejudicar meu filho…

Essa é uma dúvida comum. Muitas mulheres ficam receosas de “arrumar confusão”, mas é importante lembrar: a pensão não é para você, é para o bem-estar do seu filho ou filha.

Se o pai não ajuda espontaneamente, é seu dever como mãe buscar esse direito. A cobrança pode ser feita de forma respeitosa e com apoio jurídico, sem expor a criança a conflitos.

Você não está sozinha. Há muitos casos em Guarapuava de mães que conseguiram resolver a situação com firmeza e acolhimento.

Como buscar ajuda jurídica na sua cidade?

Você pode procurar um advogado de pensão alimentícia em Guarapuava que atue com sensibilidade, empatia e experiência.

Algumas mães também têm direito à assistência judiciária gratuita. O advogado pode verificar se você se enquadra e dar entrada no processo sem custos com taxas.

Não é preciso esperar anos nem suportar calada. Quanto mais cedo agir, mais segurança você oferece ao seu filho.

Conclusão

A pensão alimentícia é um direito do seu filho — e você é a principal responsável por garantir esse direito.

Não importa se o pai é ausente, se trabalha informalmente ou se vocês não se falam há tempos. A Justiça está ao seu lado, e você pode contar com o apoio de profissionais sérios e humanos em Guarapuava.

Precisa de ajuda? Entre em contato conosco.

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